FPCUB

Mega concentração de ciclo-turistas em Santarém organizada pela FPCUB

A Federação Portuguesa de Ciclo-turismo e Utilizadores de Bicicleta, FPCUB, deu mais um grande passo em frente no passado dia 9 de Novembro. Isto devido à organização no passeio de ciclo-turismo do Festival Bike, que ligou Lisboa a Santarém. Assim como, juntou mais de um milhar de participantes.

Dia 9 de Novembro, Lisboa acorda com temperaturas muito baixas e coberta com um forte manto de nevoeiro. A concentração para o passeio “Festival Bike” estava marcada para as 8 horas no Parque das Nações. Confirmadas as inscrições, os preparativos iam sendo feitos, as bicicletas preparadas, a zona ficava repleta de bicicleta, ciclo-turistas e acompanhantes.

Com algumas dificuldades no início, provocadas pelo forte nevoeiro e o frio, as mesmas foram ultrapassadas pelos participantes com o andamento. E  com o aparecimento do sol, o qual começou a surgiu na zona de Alhandra, e acompanhou todos os participantes até Santarém, onde os mesmos chegaram cerca das 12 horas, debaixo de muito calor, com um dia maravilhoso.

Um pouco de história:

Com 22 anos de existência, a FPCUB possui um trabalho notável área do cicloturismo, onde possui um longo e vasto calendário anual. Este recheado de excelentes eventos, uns organizados pela instituição, outros pelos seus imensos associados.

Apesar de estar planeado desde meio do ano, apenas a 2 meses da sua realização o evento avançou, sendo feita uma divulgação intensiva, já que os objectivos eram tentar juntar o maior número de participantes, levando os mesmos até Santarém, e dando a conhecer o Festival Bike, o mundo das bicicletas e acessórios.

Objectivos conseguidos, e de parabéns está mais uma vez à FPCUB pelos números atingidos, e pelo impacto que o evento teve, já que há muito, eu próprio não assistia e não via. Quase 1000 participantes saíram do Parque das Nações, ao longo do caminho, muitos cicloturistas se juntaram à caravana, vi muitos grupos entrarem, e alguns com mais de 20 ou 30 ciclistas, em Santarém acabaram por chegar mais de 1200.

São números que temos de reflectir, são dados que se existirem algumas dúvidas, as mesmas podem ser tiradas com estes resultados.

Foi sem dúvida um belo passeio, com objectivos concretizados, em 2009 esperamos novas pedaladas, onde uma certeza fica, a de poder estar presente, e puder fazer a sua divulgação, até lá, ficam os votos de bons passeios, e para finalizar aqui fica um breve resumo dos locais mais importantes por onde passamos, já que ciclo-turismo, é a bicicleta mais o turismo, a parte cultural também faz parte da modalidade, bons passeios…

Os principais locais:

Lisboa:

Lisboa é uma das mais antigas cidades da Europa, tendo sido fundada há mais de três milénios. É juntamente com Setúbal, Alcácer do Sal e algumas cidades do Algarve a mais antiga de Portugal e também a segunda mais velha capital da União Europeia, após Atenas, mais antiga por quatro séculos que Roma.

A sua história circula à volta da sua posição estratégica na foz do maior rio da Península Ibérica, o Tejo. Isto por o seu porto natural ser o melhor para o reabastecimento dos barcos que fazem o comércio entre o Mar do Norte e o Mediterrâneo. Além da sua proximidade no extremo Sul e Ocidente da Europa, com os novos continentes da África Subsahariana e da América.

Existem vestígios de ocupação humana na área que hoje é Lisboa de há muitos milhares de anos, atraídos pela proximidade do rio Tejo. Os primeiros habitantes humanos da região teriam sido os Neandertais, extintos há cerca de 30.000 anos pela chegada à Península do Homem moderno. Durante o período Neolítico, os povos Iberos da região construíram os megalitos de função religiosa, tal como os restantes povos da Europa Atlântica: dólmenes, menires e cromeleques terão sido comuns, e alguns ainda sobrevivem hoje na zona.

Vila Franca de Xira:

Vila Franca de Xira é uma cidade portuguesa no Distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa, com cerca de 18 400 habitantes. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.

No lugar do actual concelho de Vila Franca de Xira existiram ao longo da Idade Média e até meados do século XIX quatro concelhos distintos – o de Povos (hoje uma povoação da freguesia de Vila Franca de Xira), Alverca, Alhandra e Vila Franca; em 1855, porém, estavam todos integrados no actual concelho de Vila Franca.

Manteve disputas territoriais com Loures pela posse de Santa Iria de Azóia, que fizera parte do concelho de Alverca, mas fora integrada em 1886 no concelho de Loures. Em 1916 separou-se de Santa Iria de Azóia a freguesia da Póvoa de Santa Iria, que em 1926 passou definitivamente ao concelho de Vila Franca.

Em Vila Franca se deu, em 1823, o movimento revoltoso da Vilafrancada, levada a cabo pelo Infante D. Miguel contra a Constituição de 1822. Na sequência desses acontecimentos, Vila Franca de Xira foi renomeada para Vila Franca da Restauração; o nome, contudo, não durou, posto que após o fracasso da Abrilada, no ano seguinte, voltou à forma original.

Azambuja:

A Azambuja é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo. De notar, que até 2004, o concelho da Azambuja fazia parte da Área Metropolitana de Lisboa.

É sede de um município com 261,66 km² de área e 21 748 habitantes(2006), subdividido em 9 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Rio Maior, a nordeste por Santarém, a leste pelo Cartaxo, a sueste por Salvaterra de Magos, a sul por Benavente e Vila Franca de Xira e a oeste por Alenquer e pelo Cadaval.

Cartaxo:

O Cartaxo é uma cidade portuguesa. Conta a lenda que, a Rainha Santa Isabel, em busca de paz de espírito e contacto com o Ser Divino, passou por onde hoje é a cidade, pelas terras do “bairro”, Aí terá repousado e saciado a sua sede, num local onde encontrou sombra e uma fonte. Estando em repouso, deparou-se com um bonito chilreio que ecoava pelos ares em seu redor. Tendo observado melhor terá reparado que para além de cantarem de forma linda, estas criaturas voadoras eram também em si lindos, formosos e galantes.

A rainha, tendo avistado uns camponeses que se dirigiam para ali, indagou-lhes que pássaros eram aqueles. Os camponeses responderam-lhe, dizendo que eram cartaxos. A rainha agradeceu e perguntou-lhes que lugar era aquele, ao que eles responderam que era o Lugar da Fonte. Então, a rainha disse para que todos lhe pudessem ouvir: “Pela Graça de Deus, pelo poder que me foi atribuído, que este Lugar da Fonte se passe a chamar de agora em diante Lugar de Cartaxo. Que seja assim para toda a eternidade, e que todas a gente saiba. Assim se faça de acordo com as leis dos homens sob a presença de meu marido o muito nobre o rei Dom Dinis e de acordo com as regras do Deus Nosso Senhor Todo-o-Poderoso, que ordena sobre o Céu e sobre a Terra”.

Tendo dito isto, partiu, prosseguindo o seu caminho em direcção ao Lugar de Almoster, demandando na sua peregrinação o mosteiro aí existente, o Mosteiro de Almoster.

Santarém:

Santarém é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém. Santarém, antiga Scalabis, foi conquistada em 1147, por D. Afonso Henriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse de um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal. Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, nas suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..

A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo. Assim como, um dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Scalabi Castro.